::.. Processo para a independência econômica ..::   

    O relatório da OIT destaca também que para muitas mulheres a migração de um emprego vulnerável para um trabalho remunerado pode ser um passo importante de sua independência econômica e de autodeterminação. No entanto, quanto mais pobre é uma região maiores são as possibilidades de as mulheres permanecerem confinadas aos grupos de trabalhadoras familiares auxiliares ou trabalhadoras por conta própria.
   
O acesso aos mercados de trabalho e a um trabalho decente e produtivo é crucial para uma maior igualdade de gênero, diz o relatório. A região que obteve o maior êxito em termos de crescimento econômico nesta década foi a Ásia Oriental.
   
No Brasil, o Dieese divulgou estudo mostrando que a taxa de desemprego caiu para ambos os sexos no ano passado, apesar da expansão no número de vagas criadas ter beneficiado mais os homens do que as mulheres - isso em razão do perfil dos postos de trabalho que foram abertos.
   
Segundo a pesquisa, a diferença entre o desemprego masculino e o feminino em São Paulo (12,3% e 17,8%, respectivamente) foi a maior dos últimos 19 anos. Nas regiões metropolitanas de Salvador e Recife, as taxas de desemprego total decresceram com mais intensidade, passando dos 27,0% e 24,8%, respectivamente, para os atuais 25,3% e 23,1%.
   
Rendimento
    Com relação aos salários recebidos, as duas pesquisas (OIT e Dieese) apontam uma mesma tendência de aumento real da remuneração superior entre mulheres em relação à dos homens.
   
Para o Dieese, com exceção da região metropolitana de São Paulo, onde o rendimento médio das ocupadas apresentou relativa estabilidade (-0,2%), nas demais regiões ocorreram elevações nos ganhos do trabalho feminino, que variaram entre 7,0% no Distrito Federal e 3,4% na região metropolitana do Recife. O comportamento da renda do trabalho masculino foi análogo, porém com desempenho bem menos favorável.
   
Segundo a OIT, enquanto os salários médios das mulheres tiveram um ganho de 6,74%, o dos homens aumentaram em 5,46%. Em 2004, o salário médio das mulheres equivalia a 81,2% do que rercebiam os homens. No ano seguinte, subiu para 82,1%. Em 2006, alcançou 83,2%.

Fonte: Força Sindical - ano III - nº 191 12.MAR.2008

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