::.. Política de reajuste para o salário mínimo está parada na Câmara ..::

(16/04/2009) - Fonte: Paulo de Tarso Lyra, de Brasília

     Está parado na Câmara, sem perspectivas de votação final, o projeto de lei que cria uma política permanente de reajuste do salário mínimo até 2023. O projeto prevê que o reajuste do mínimo tenha como base a variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais o percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

     A proposta já foi apreciada pelos deputados, sem mudanças, em 2007, ano em que o projeto foi enviado pelo governo. Ele seguiu para o Senado, onde foi aprovada uma emenda, do senador Paulo Paim (PT-RS), estendendo o mesmo percentual de reajuste para os aposentados que recebem acima de um salário mínimo. Pelas regras regimentais, o texto retornou para a Câmara. Desde então, está parado na Casa.

     O deputado Edgar Moury (PMDB-PE), autor do relatório na Comissão Especial da Câmara para tratar do tema, deu parecer favorável à emenda de Paim. O deputado Gilmar Machado (PT-MG), tentou derrubar o relatório de Moury, alegando que ele havia sido aprovado depois do início da ordem do dia - sessão deliberativa do plenário da Casa - o que, segundo as regras internas, invalida todas as decisões tomadas por qualquer comissão. O então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), negou o recurso do colega de partido e o relatório enviado pelo Senado foi mantido.

     Esta decisão foi tomada na segunda quinzena de junho de 2008. Desde então, o projeto aguarda para ser incluído na pauta de votações do plenário.

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