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Lula
lança Plano Nacional de Formação
dos Professores para melhorias na carreira ..::
(04/06/2009)
Fonte: Folha Online, de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou
nesta quinta-feira o Plano Nacional de Formação
dos Professores, um pacote de medidas para reformar a
carreira do magistério. A idéia é
qualificar os que já estão em exercício
e tornar mais rigoroso o ingresso dos futuros docentes.
Pela proposta serão criadas 330 mil vagas em 90
universidades públicas de 21 Estados para professores
sem a formação legal ou graduados em áreas
diferentes daquelas em que atuam. O governo deve investir
R$1 bilhão para colocar o plano em prática.
Segundo um censo da educação básica
de 2007 feito pelo Inep (Instituto de Pesquisas), ligado
ao Ministério da Educação, do 1,8
milhão de professores de quinta a oitava série
do país, 26,6% não têm a habilitação
legal exigida para dar aulas nesse nível, que é
diploma de ensino superior com licenciatura. Do total
de docentes desse nível, 21,3% não têm
nenhuma graduação e 5,3% têm diploma
superior, mas sem a licenciatura.
Para o presidente, as medidas vão tornar as escolas
públicas mais atrativas. "É muito difícil
recuperar o exército de professores que foram maltratados
lá atrás, é mais difícil do
que pegar adolescentes hoje e formá-los professores.
Mas o dado concreto é que precisamos caminhar para
que as escolas públicas sejam de tamanha qualidade
que a disputa das mães e dos pais seja para colocá-los
em escolas públicas e não ocorra as fugas
para escolas privadas como aconteceu nas décadas
de 1970, 1980,1990", disse Lula.
O presidente afirmou que é preciso dar oportunidades
para se criar pessoas "expressivas". "São
oportunidades que fazem homens com o Obama [Barack Obama]
chegarem à presidência dos Estados Unidos.
É isso o que faz um negro como Milton Santos um
dos maiores geógrafos do mundo", disse.
Outra proposta do plano estabelece uma nota mínima
no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para quem
quiser ingressar em um curso superior de formação
de professores. A proposta precisa ser aprovada pelo Congresso.
A justificativa do governo, no entanto, é que torna
ainda mais difícil o ingresso em cursos de graduação
para formação dos professores.
De acordo com os ministros, a nota de corte pode mudar
de ano para ano. Nesse cálculo, teriam de ser levados
em consideração a demanda da rede pública
por professores, e o qualitativo. Para depois da universidade,
o MEC fará um concurso nacional para seleção
de professores da rede pública. A prova será
feita pelo Inep, e os Estados e municípios interessados
poderão usar o banco de dados com as notas dos
aprovados.
Serão anunciadas ainda novas regras para a graduação
em pedagogia em instituições privadas e
federais --as estaduais e municipais não estão
sob jurisdição do MEC. Os cursos terão
de usar 70% da carga horária para formação
de professores.